Não esquecer nunca a ameaça nuclear
Há dois anos visitei o Polígono de Semipalatinsk, no nordeste do Cazaquistão, onde ainda são visíveis apesar do mato rasteiro da estepe algumas das crateras deixadas pelas 460 bombas soviéticas ali testadas, incluindo a de 29 de agosto de 1949, que permitiu a Estaline acabar com o monopólio nuclear dos Estados Unidos. Também visitei a Faculdade de Medicina de Semey, a cidade mais próxima, onde fetos disformes guardados em frascos com formol mostram como as populações vizinhas sofreram com as radiações sem saberem com o que lidava...