Desta vez, o leitor tem de separar Francisco Louçã daquele que melhor conhece de declarações políticas e deixar-se levar por uma perspicaz radiografia pelas grandes alterações sociais - e tecnológicas - vividas no planeta neste século XXI; as de antes, as de durante e as que se preveem ser as do pós-pandemia da covid-19. Quanto à mudança de registo neste volume, Louçã não nega que "a identidade de cada pessoa seja sempre única". Afirma que tem "uma história e faço parte dela. Este livro é mais ensaístico no sentido de ser mais de reflexão e menos de proposta". Sendo o primeiro livro com este perfil, a justificação de o escrever é: "Perceber o mundo e o modo como podemos intervir nele, antecipar problemas, trazer ideias e soluções".